O homem caminhava lentamente, trajava um longo casaco pesado de couro e um chapéu surrado que lhe serviam tanto para proteger do sol quanto para impedir que alguém olhasse diretamente para seu rosto parcialmente deformado. Trazia na mão um saco de couro repleto de coisas importantes, ao menos para ele. Todos os dias, logo que o sol surgia no céu ele acordava, caminhava pelos salões escuros da antiga catedral que agora chamava de lar, para verificar se não havia nada errado. Checava se todas as janelas e portas estavam devidamente trancadas, via se todos os objetos de valor de seu mestre estavam nos devidos lugares e alimentava os animais acorrentados. Após isso fazia sua ronda pelo lado de fora do lugar, a catedral estava abandonada a mais de um século, ficava em uma localidade ligeiramente distante de algumas cidades rurais e ainda mais distante de alguns centros urbanos, mas não tão distante que ele não pudesse visitá-los de vez em quando à procura de alguma diversão carnal...
Contos Vampíricos

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